REPORTAGEM: BELENENSES 2 vs 0 PAÇOS DE FERREIRA: FRACO MAS EFICAZ
Publicado segunda-feira, dezembro 19, 2005 ás 17:46.Mesmo sendo o primeiro jogo da época à luz do dia, a assistência no Restelo mantem-se inalterável. As bancadas continuam despidas à espera de resultados favoráveis que teimam em não aparecer. Consequentemente a massa associativa exigente como é a azul, volta as costas aos atletas de futebol aguardando que estes honrem a camisola que vestem e que as suas exibições sejam dignificantes para com a instituição que representam.


Nesta lógica, está mais que provado que a assistência no Restelo apenas irá reaparecer quando as exibições e os resultados surgirem.
Na bancada, a Fúria Azul mostrou toda a sua indignação contra a postura dos nossos atletas em campo.


Com um número proporcional ao público presente no Estádio do Restelo, os cerca de 50 elementos da Fúria Azul apresentaram-se na bancada superior norte e abriram no inicio do jogo uma tarja: "ORDENADOS EM DIA, EXIBIÇÕES EM ATRASO – HONREM A CAMISOLA".
Apesar do reduzido numero do grupo, o seu desempenho durante a primeira parte não foi o esperado no entanto o númeroso material disponivel na bancada (bandeiras e estandartes) permitiu uma rasoável prestação no global tendo em conta que o resultado na segunda parte já estava práticamente decidido, o que fez animar o sector ultra.


O Belenenses conseguiu a primeira vitória com mais de um golo de diferença desde Setembro, batendo o Paços de Ferreira (2-0) graças ao máximo rendimento que tirou das poucas oportunidades que conseguiu, sem nunca se conseguir superiorizar ao Paços de Ferreira. Uma boa consistência defensiva e bom sentido de oportunidade estiveram na base da segunda vitória da era de José Couceiro que terá ainda de voltar a vencer em Coimbra, já na próxima quarta-feira, para garantir um Natal mais tranquilo para os lados do Restelo.


Foi uma tarde de poucas emoções e ambições em Belém, com poucos adeptos nas bancadas e pouco futebol no relvado. As duas equipas entraram retraídas no relvado, com os médios mais próximos dos defesas do que dos avançados. Mais tranquila na tabela classificativa, a equipa de José Mota rapidamente ganhou algum ascendente, trocando a bola com mais segurança e explorando melhor os espaços livres, mas depois também não teve arte para ultrapassar a concentração de jogadores «azuis» na zona central.
Só um golo podia mudar o cenário. O Paços esteve muito perto de o conseguir, quando Didi cruzou da direita para a entrada de Rui Dolores, junto ao primeiro poste, mas Sousa, atento, anulou o lance. Não marcou o Paços, marcou o Belenenses num lance que, à primeira vista, parecia inofensivo. Paulo Sérgio, sem espaço para entrar na área, atrasou para Sousa que, junto à linha, levantou a bola para a área onde surgiu Rolando, nas alturas, a desviar de cabeça para as redes de Peçanha. Um golo que fez bem aos da casa, porque permitiu os «azuis» enquadrarem-se finalmente com a estratégia que tinham montado de início, com três médios concentrados no centro e dois extremos bem abertos no apoio a Meyong.


A reacção do Paços fez-se notar no início do segundo tempo, mas a equipa de José Mota também nunca arriscou muito, uma vez que sempre que abria espaços, o Belenenses partia em contra-ataque. Ensaio após ensaio, a equipa de José Couceiro acabou por conseguir o golo da tranquilidade, depois de um bom trabalho de Meyong à entrada da área, atraindo os defesas contrários antes de abrir para Sousa na direita. O lateral, com espaço, foi até à linha de fundo e cruzou tenso para o camaronês marcar de cabeça em mergulho.
O Belenenses jogou feio, mas conseguiu o essencial, os três pontos que lhe permitem respirar na tabela classificativa.


José Couceiro comentou: «Como era previsível, acusámos um bocado a importância do jogo no início, mas sem nunca perder o controlo do jogo. O Paços estava mais sereno, mas não no conseguiu incomodar. Depois conseguimos o golo numa altura em que o jogo estava equilibrado. A partir daí controlámos, procurámos o segundo golo e merecemos a vitória. Depois do mau jogo em Setúbal e pela necessidade que tínhamos de pontuar, tivemos algumas dificuldades de início. O Paços entrou na expectativa à espera de um erro nosso. Hoje fizemos uma segunda parte de melhor nível do que as segundas partes anteriores. No meu primeiro jogo com o Sp. Braga foi o único em que sofremos dois golos. Nos seis jogos seguintes sofremos apenas três. É natural que se a equipa começar a ganhar jogos, vai também melhorar ofensivamente».



Nesta lógica, está mais que provado que a assistência no Restelo apenas irá reaparecer quando as exibições e os resultados surgirem.
Na bancada, a Fúria Azul mostrou toda a sua indignação contra a postura dos nossos atletas em campo.


Com um número proporcional ao público presente no Estádio do Restelo, os cerca de 50 elementos da Fúria Azul apresentaram-se na bancada superior norte e abriram no inicio do jogo uma tarja: "ORDENADOS EM DIA, EXIBIÇÕES EM ATRASO – HONREM A CAMISOLA".
Apesar do reduzido numero do grupo, o seu desempenho durante a primeira parte não foi o esperado no entanto o númeroso material disponivel na bancada (bandeiras e estandartes) permitiu uma rasoável prestação no global tendo em conta que o resultado na segunda parte já estava práticamente decidido, o que fez animar o sector ultra.


O Belenenses conseguiu a primeira vitória com mais de um golo de diferença desde Setembro, batendo o Paços de Ferreira (2-0) graças ao máximo rendimento que tirou das poucas oportunidades que conseguiu, sem nunca se conseguir superiorizar ao Paços de Ferreira. Uma boa consistência defensiva e bom sentido de oportunidade estiveram na base da segunda vitória da era de José Couceiro que terá ainda de voltar a vencer em Coimbra, já na próxima quarta-feira, para garantir um Natal mais tranquilo para os lados do Restelo.


Foi uma tarde de poucas emoções e ambições em Belém, com poucos adeptos nas bancadas e pouco futebol no relvado. As duas equipas entraram retraídas no relvado, com os médios mais próximos dos defesas do que dos avançados. Mais tranquila na tabela classificativa, a equipa de José Mota rapidamente ganhou algum ascendente, trocando a bola com mais segurança e explorando melhor os espaços livres, mas depois também não teve arte para ultrapassar a concentração de jogadores «azuis» na zona central.
Só um golo podia mudar o cenário. O Paços esteve muito perto de o conseguir, quando Didi cruzou da direita para a entrada de Rui Dolores, junto ao primeiro poste, mas Sousa, atento, anulou o lance. Não marcou o Paços, marcou o Belenenses num lance que, à primeira vista, parecia inofensivo. Paulo Sérgio, sem espaço para entrar na área, atrasou para Sousa que, junto à linha, levantou a bola para a área onde surgiu Rolando, nas alturas, a desviar de cabeça para as redes de Peçanha. Um golo que fez bem aos da casa, porque permitiu os «azuis» enquadrarem-se finalmente com a estratégia que tinham montado de início, com três médios concentrados no centro e dois extremos bem abertos no apoio a Meyong.


A reacção do Paços fez-se notar no início do segundo tempo, mas a equipa de José Mota também nunca arriscou muito, uma vez que sempre que abria espaços, o Belenenses partia em contra-ataque. Ensaio após ensaio, a equipa de José Couceiro acabou por conseguir o golo da tranquilidade, depois de um bom trabalho de Meyong à entrada da área, atraindo os defesas contrários antes de abrir para Sousa na direita. O lateral, com espaço, foi até à linha de fundo e cruzou tenso para o camaronês marcar de cabeça em mergulho.
O Belenenses jogou feio, mas conseguiu o essencial, os três pontos que lhe permitem respirar na tabela classificativa.


José Couceiro comentou: «Como era previsível, acusámos um bocado a importância do jogo no início, mas sem nunca perder o controlo do jogo. O Paços estava mais sereno, mas não no conseguiu incomodar. Depois conseguimos o golo numa altura em que o jogo estava equilibrado. A partir daí controlámos, procurámos o segundo golo e merecemos a vitória. Depois do mau jogo em Setúbal e pela necessidade que tínhamos de pontuar, tivemos algumas dificuldades de início. O Paços entrou na expectativa à espera de um erro nosso. Hoje fizemos uma segunda parte de melhor nível do que as segundas partes anteriores. No meu primeiro jogo com o Sp. Braga foi o único em que sofremos dois golos. Nos seis jogos seguintes sofremos apenas três. É natural que se a equipa começar a ganhar jogos, vai também melhorar ofensivamente».



