MAGAZINE "BLICKFANG ULTRA" DESTACA REPRESSÃO EM PORTUGAL
Publicado segunda-feira, maio 19, 2008 ás 19:51.
Na edição do passado mês de Abril, a conceituada revista ultra alemã “BlickFang Ultra” publicou um artigo/reportagem sobre o tema “A repressão em Portugal”. A revista de adeptos mais vista na Alemanha que conta com uma tiragem mensal de 5000 exemplares, fez uma retrospectiva e um resumo do actual momento do panorama ultra nacional, focando a problemática lei 16/2004 associada ao clima de crise e repressão que o movimento vive nos dias de hoje. Pelo interessante artigo bem como pelo destaque feito à Fúria Azul, o Blog Armada Azul resolveu traduzir o respectivo texto.
Outrora, foi o poder colonial português que ditou as regras. Na terra onde há muitos anos a Europa era o centro do mundo. Agora ao olhar para o distrito de Belém, em Lisboa, observa-se os marinheiros no monumento Padrão dos Descobrimentos e ao lado o Rio Tejo que tras uma recordação de velhos tempos. Cem metros cima, o Estádio do Restelo. Casa do Belenenses. Aqui, como no resto do país, hoje tudo é muito diferente de tempos atrás. Vivem Ultras dos periodos em que os estádios ainda prosperavam. Quando o seu orgulho nas suas cores sem repressão podiam subir ao céu.
Estamos a escrever a 13 de Janeiro de 2008, o Belenenses joga em casa contra a Naval 1º de Maio. O estado de espírito entre os ultras Furia Azul é bom. Vai ser ainda melhor. Um dos "capos" recupera o fôlego e mostra um tambor que soa como uma marcha. Mas nem todos estão entusiasmados e apenas alguns minutos passaram, e a polícia ocorre no sector. Ele entregou o instrumento ritmico sem resistência à polícia sabendo muito bem que esta é uma noite com apoio vocal garantido.
Foi com o germinar do regime de Salazar, que até 1974 trouxe a Portugal um dos povos mais censurados e uma das últimas ditaduras fascistas europeias.
Já passaram mais de 30 anos. Agora existe a liberdade e a democracia do século XXI, contudo reaparece a nova repressão. “A repressão tem que ACABar”. - Red Boys 1992 (Braga). Isto dizem eles, os ultras Português, (quase) todos, a partir da sua alma.

A repressão em Portugal sempre presente nas curvas portuguesas mas pouco a pouco tem-se vindo a instalar devido a determinadas problemáticas que o movimento portugues vive actualmente. Com maior repercussão há cerca de dois anos, o movimento ultra português vive actualmente um momento de autêntico caos.
Foi no ano de 1996 numa partida entre o Benfica e Sporting a contar para a Taça de Portugal, um adepto do Sporting foi fatalmente atingido pelo um very-light lançado pela bancada benfiquista. A festa da taça ficou marcada por um incidente que levou que fosse totalmente proibida a entrada de qualquer material pirotécnicos em recintos desportivos. Até então estes eram considerados proibidos no entanto a revista por parte dos agentes de autoridade a este tipo de material não era tão intensa.
Com a entrada do EURO2004, foi necessário implementar uma lei que regulamentasse os direitos e os deveres do adepto. Portugal necessitava de uma lei que estivesse preparada para receber milhares de adeptos e organizar a sua prova no intuito de lidar com as mais diversas situações durante o EURO.
A chamada lei 16/2004 foi implementada no inicio de 2007 e não foi inicialmente bem vista pelos grupos ultra nacionais, tratava-se de uma afronta ao seu modo de estar de qualquer grupo no desporto.
A lei consiste em vários artigos relacionados com o comportamento dos adeptos entre vários foi criado um artigo que trouxe maior impacto à situação, onde obriga que todos os elementos de um grupo de adeptos estejam devidamente legalizados numa base de dados de um Conselho Nacional Para a Violência no Desporto (CNVD) que funciona conjuntamente com a Policia. A liberdade dos adeptos acabou, todos os grupos viram-se obrigados a organizarem-se como forma de luta. A implementação da lei e a recusa por parte dos grupos ultra nacionais em aderirem à novidade levou a que as autoridades aplicassem formas de coação no intuito de as obrigar a legalizar.
Surgiu a noticia que os clubes eram proibidos de apoiar grupos que não se legalizassem, sob ameaça de não poderem realizar jogos oficiais ou mesmo serem multados por colaborarem com grupos organizados de adeptos que não estivessem legais perante a lei.

Inicialmente apenas a Torcida Verde (Sporting) concordou com a legalização e foi mesmo o primeiro grupo nacional a se legalizar fornecendo os nomes dos seus elementos ao CNVD, procurando assim algum protagonismo e antevendo que poderia lucrar com apoios financeiros do clube. Actualmente há quem diga que a Torcida Verde foi o grupo de causou o caos no movimento ultra português, aquele que à margem dos restantes grupos forneceu deliberadamente os dados dos seus elementos à policia e que por interesses e segundas intenções não defendeu a honra do movimento cedendo à pressão. Iniciou-se assim o começo de uma longa etapa de luta para os restantes adeptos.
Outros meios de coação foram impostos nos recintos desportivos no intuito de pressionar os grupos como a proibição de utilização de material de apoio por parte de grupos não legalizados, não permitindo a utilização de nenhum meio que possa identificar o grupo. Este tipo de situação manifesta indignação e permite conflitos com a policia devido ao facto de esta imposição não estar mencionada em qualquer lei portuguesa.
Actualmente, alguns grupos encontram-se legalizados. Os grupos ultra do Porto e Sporting viram-se obrigados a se legalizar por imposição do clube e sobretudo por interesses financeiros. Outros grupos de clubes de pequenas dimensões não tiveram alternativa por questões de sobrevivência. Este momento caótico que se instalou no panorama ultra nacional fez com que o movimento esteja dividido estando este formado por grupos legais e grupos ilegais.
Grupos como Fúria Azul 1984 (Belenenses), Diabos Vermelhos 1982 (Benfica), No Name Boys (Benfica), Mancha Negra 1985 (Académica Coimbra) são alguns que ainda resistem e lutam constantemente contra uma lei que consideram ser anti-constitucional e que se trata apenas de uma medida de censura e repressão dos adeptos tirando-lhes a liberdade de expressão.
Para além da censura policial à liberdade de expressão dos grupos que se tem tornado evidente nas curvas portuguesas sobre esta problemática, os grupos considerados ilegais não se manifestam contra uma possível legalização. Refira-se que a posição dos grupos não é estar contra a legalização mas sim a favor de uma lei estabelecida que seja adequada e que tenha sentido prático nas várias questões problemáticas, mas respeitando sempre a liberdade e a igualdade de cada adepto. Outra questão levantada prende-se com o facto de ser implementada uma lei sem que hajam condições para tal, continuam a haver questões problemáticas na regulamentação dos preços dos bilhetes, na falta de condições de alguns recintos desportivos, a corrupção do futebol português etc. Facto que leva a crer que a repressão sobre os adeptos e esta legalização forçada é apenas um pretexto para camuflar os podres do desporto português.

A Fúria Azul, grupo do Belenenses, é um exemplo de um dos grupos que mais sofreu o castigo da repressão na presente temporada e um dos casos de resistência. Este ano a repressão instalou-se na bancada de tal forma que já se passaram situações que até então eram totalmente impensáveis, desde agressões policiais dentro e fora de recintos desportivos até discriminações a elementos do grupo. Factos que levam a Fúria a manifestar-se constantemente através de vários comunicados e acções com o lema: “Apoiar o Belenenses não é ilegal”.
Como é obvio, a vergonhosa lei 16/04 em tudo tem contribuido para o estado actual do movimento ultra português que resiste a todo o "pressing" de uma lei que alguns grupos tem considerado desajustada à realidade e que obriga a uma legalização forçada mediante moldes que não se identificam com a maneira de estar daqueles que apoiam o seu clube.
Perguntamos apenas qual é o papel dos clubes no meio disto tudo? A Lei é tão ridícula que proíbe os grupos de apoiar? O que seria do desporto sem Adeptos?
Todas estas questões até ao momento continuam sem resposta em Portugal. Luta e Resiste a favor da liberdade dos adeptos é a palavra de ordem que muitos grupos ultra portugueses lidam todos os fins de semana.

ALGUMAS BREVES QUESTÕES
Como se processam as deslocações fora de casa? São difíceis/perigosas devido à actuação da policia?
Desde o inicio da implementação da lei, a policia segue atentamente os grupos organizados desde o seu estádio até ao estádio de destino. Eles caminham cada quilometro que os adeptos percorrem prevenindo qualquer problema nas paragens e estações de serviço. A deslocação de adeptos é sempre controlada desde a entrada à saída do recinto desportivo.
Em grande maioria os grupos não comunicam com a policia no entanto estes têm sempre as respectivas informações necessárias sobre cada deslocação.
- Qual a opinião das outras pessoas no estádio, aquelas que não são ultras nem supporters?
Outrora, foi o poder colonial português que ditou as regras. Na terra onde há muitos anos a Europa era o centro do mundo. Agora ao olhar para o distrito de Belém, em Lisboa, observa-se os marinheiros no monumento Padrão dos Descobrimentos e ao lado o Rio Tejo que tras uma recordação de velhos tempos. Cem metros cima, o Estádio do Restelo. Casa do Belenenses. Aqui, como no resto do país, hoje tudo é muito diferente de tempos atrás. Vivem Ultras dos periodos em que os estádios ainda prosperavam. Quando o seu orgulho nas suas cores sem repressão podiam subir ao céu.
Estamos a escrever a 13 de Janeiro de 2008, o Belenenses joga em casa contra a Naval 1º de Maio. O estado de espírito entre os ultras Furia Azul é bom. Vai ser ainda melhor. Um dos "capos" recupera o fôlego e mostra um tambor que soa como uma marcha. Mas nem todos estão entusiasmados e apenas alguns minutos passaram, e a polícia ocorre no sector. Ele entregou o instrumento ritmico sem resistência à polícia sabendo muito bem que esta é uma noite com apoio vocal garantido.
Foi com o germinar do regime de Salazar, que até 1974 trouxe a Portugal um dos povos mais censurados e uma das últimas ditaduras fascistas europeias.
Já passaram mais de 30 anos. Agora existe a liberdade e a democracia do século XXI, contudo reaparece a nova repressão. “A repressão tem que ACABar”. - Red Boys 1992 (Braga). Isto dizem eles, os ultras Português, (quase) todos, a partir da sua alma.

A repressão em Portugal sempre presente nas curvas portuguesas mas pouco a pouco tem-se vindo a instalar devido a determinadas problemáticas que o movimento portugues vive actualmente. Com maior repercussão há cerca de dois anos, o movimento ultra português vive actualmente um momento de autêntico caos.
Foi no ano de 1996 numa partida entre o Benfica e Sporting a contar para a Taça de Portugal, um adepto do Sporting foi fatalmente atingido pelo um very-light lançado pela bancada benfiquista. A festa da taça ficou marcada por um incidente que levou que fosse totalmente proibida a entrada de qualquer material pirotécnicos em recintos desportivos. Até então estes eram considerados proibidos no entanto a revista por parte dos agentes de autoridade a este tipo de material não era tão intensa.
Com a entrada do EURO2004, foi necessário implementar uma lei que regulamentasse os direitos e os deveres do adepto. Portugal necessitava de uma lei que estivesse preparada para receber milhares de adeptos e organizar a sua prova no intuito de lidar com as mais diversas situações durante o EURO.
A chamada lei 16/2004 foi implementada no inicio de 2007 e não foi inicialmente bem vista pelos grupos ultra nacionais, tratava-se de uma afronta ao seu modo de estar de qualquer grupo no desporto.
A lei consiste em vários artigos relacionados com o comportamento dos adeptos entre vários foi criado um artigo que trouxe maior impacto à situação, onde obriga que todos os elementos de um grupo de adeptos estejam devidamente legalizados numa base de dados de um Conselho Nacional Para a Violência no Desporto (CNVD) que funciona conjuntamente com a Policia. A liberdade dos adeptos acabou, todos os grupos viram-se obrigados a organizarem-se como forma de luta. A implementação da lei e a recusa por parte dos grupos ultra nacionais em aderirem à novidade levou a que as autoridades aplicassem formas de coação no intuito de as obrigar a legalizar.
Surgiu a noticia que os clubes eram proibidos de apoiar grupos que não se legalizassem, sob ameaça de não poderem realizar jogos oficiais ou mesmo serem multados por colaborarem com grupos organizados de adeptos que não estivessem legais perante a lei.

Inicialmente apenas a Torcida Verde (Sporting) concordou com a legalização e foi mesmo o primeiro grupo nacional a se legalizar fornecendo os nomes dos seus elementos ao CNVD, procurando assim algum protagonismo e antevendo que poderia lucrar com apoios financeiros do clube. Actualmente há quem diga que a Torcida Verde foi o grupo de causou o caos no movimento ultra português, aquele que à margem dos restantes grupos forneceu deliberadamente os dados dos seus elementos à policia e que por interesses e segundas intenções não defendeu a honra do movimento cedendo à pressão. Iniciou-se assim o começo de uma longa etapa de luta para os restantes adeptos.
Outros meios de coação foram impostos nos recintos desportivos no intuito de pressionar os grupos como a proibição de utilização de material de apoio por parte de grupos não legalizados, não permitindo a utilização de nenhum meio que possa identificar o grupo. Este tipo de situação manifesta indignação e permite conflitos com a policia devido ao facto de esta imposição não estar mencionada em qualquer lei portuguesa.
Actualmente, alguns grupos encontram-se legalizados. Os grupos ultra do Porto e Sporting viram-se obrigados a se legalizar por imposição do clube e sobretudo por interesses financeiros. Outros grupos de clubes de pequenas dimensões não tiveram alternativa por questões de sobrevivência. Este momento caótico que se instalou no panorama ultra nacional fez com que o movimento esteja dividido estando este formado por grupos legais e grupos ilegais.
Grupos como Fúria Azul 1984 (Belenenses), Diabos Vermelhos 1982 (Benfica), No Name Boys (Benfica), Mancha Negra 1985 (Académica Coimbra) são alguns que ainda resistem e lutam constantemente contra uma lei que consideram ser anti-constitucional e que se trata apenas de uma medida de censura e repressão dos adeptos tirando-lhes a liberdade de expressão.
Para além da censura policial à liberdade de expressão dos grupos que se tem tornado evidente nas curvas portuguesas sobre esta problemática, os grupos considerados ilegais não se manifestam contra uma possível legalização. Refira-se que a posição dos grupos não é estar contra a legalização mas sim a favor de uma lei estabelecida que seja adequada e que tenha sentido prático nas várias questões problemáticas, mas respeitando sempre a liberdade e a igualdade de cada adepto. Outra questão levantada prende-se com o facto de ser implementada uma lei sem que hajam condições para tal, continuam a haver questões problemáticas na regulamentação dos preços dos bilhetes, na falta de condições de alguns recintos desportivos, a corrupção do futebol português etc. Facto que leva a crer que a repressão sobre os adeptos e esta legalização forçada é apenas um pretexto para camuflar os podres do desporto português.

A Fúria Azul, grupo do Belenenses, é um exemplo de um dos grupos que mais sofreu o castigo da repressão na presente temporada e um dos casos de resistência. Este ano a repressão instalou-se na bancada de tal forma que já se passaram situações que até então eram totalmente impensáveis, desde agressões policiais dentro e fora de recintos desportivos até discriminações a elementos do grupo. Factos que levam a Fúria a manifestar-se constantemente através de vários comunicados e acções com o lema: “Apoiar o Belenenses não é ilegal”.
Como é obvio, a vergonhosa lei 16/04 em tudo tem contribuido para o estado actual do movimento ultra português que resiste a todo o "pressing" de uma lei que alguns grupos tem considerado desajustada à realidade e que obriga a uma legalização forçada mediante moldes que não se identificam com a maneira de estar daqueles que apoiam o seu clube.
Perguntamos apenas qual é o papel dos clubes no meio disto tudo? A Lei é tão ridícula que proíbe os grupos de apoiar? O que seria do desporto sem Adeptos?
Todas estas questões até ao momento continuam sem resposta em Portugal. Luta e Resiste a favor da liberdade dos adeptos é a palavra de ordem que muitos grupos ultra portugueses lidam todos os fins de semana.

Como se processam as deslocações fora de casa? São difíceis/perigosas devido à actuação da policia?
Desde o inicio da implementação da lei, a policia segue atentamente os grupos organizados desde o seu estádio até ao estádio de destino. Eles caminham cada quilometro que os adeptos percorrem prevenindo qualquer problema nas paragens e estações de serviço. A deslocação de adeptos é sempre controlada desde a entrada à saída do recinto desportivo.
Em grande maioria os grupos não comunicam com a policia no entanto estes têm sempre as respectivas informações necessárias sobre cada deslocação.
- Qual a opinião das outras pessoas no estádio, aquelas que não são ultras nem supporters?
Outras pessoas que conhecemos, não ultras, são obviamente contra a repressão policial. Eles têm consciência que os grupos de adeptos organizados são bastante importantes tendo em conta que os estádios portugueses não têm muita assistência, as claques são por vezes o único meio de apoio e de criação de ambiente num estádio.
Em algumas partidas, geralmente jogos realizados fora de casa a dias de semana, apenas os grupos ultra se deslocam, neste sentido a presença das claques torna-se fundamental.
Fúria Azul é um dos “grupos ilegais”, no entanto muitas vezes tem presente a sua faixa nos estádios. Porquê? Isto é possível ?
Sim, estás certo e a questão tem sentido no entanto é um pouco confusa de se perceber.
A Fúria Azul sofreu uma forte repressão no inicio da actual temporada ao ser negada a utilização de material de apoio com o nome do grupo no seu próprio estádio devido ao facto de não ter pactuado com a actual lei. A situação no estádio do Restelo estava insustentável e este problema foi mesmo discutido com o clube e feita a respectiva pressão no intuito de resolver rapidamente tal questão pois somos sócios do clube, pagamos e exigimos respeito.
Um dos vários exemplos de repressão foi na partida entre o Belenenses e o Paços de Ferreira em que fomos proibidos de usar o nosso símbolo no nosso estádio sob ameaça policial de ser apreendido todo o material original em caso de uso. Como tal, foi decidido fazer com spray uma tarja em plástico com o nome do grupo. Nessa partida houve alguns problemas com a policia pois estes deslocaram-se à bancada com intenção de retira-la das mãos dos ultras Fúria Azul.
Outro exemplo foi aquando o jogo para a UEFA entre o Belenenses e o Bayern Munique, a Fúria estava a atravessar um momento de censura. Pretendíamos fazer um grande “tifo” e acabamos por decidir não fazer como protesto pois estávamos proibidos em usar o nosso nome na coreografia. Foi uma decisão unânime com intuito de fazer alguma pressão sobre o clube.
O Belenenses acabou por fazer um acordo com a policia local com o intuito de podermos utilizar algum material no Estádio do Restelo no entanto por vezes continuam a existir alguns problemas principalmente com as coreografias que continuam a não poder mencionar o nome “Fúria Azul” O material de apoio continua também a ser censurado e a ser limitado. Por enquanto este é o único meio de usar material no Estádio do Restelo mas claro, cremos que seja provisório pois prevemos mais problemas para breve.
Ainda este ano, fora de casa mais precisamente em Matosinhos, frente ao Leixões, fomos proibidos de entrar com todo material visto a claque da casa (Máfia Vermelha) já se encontrar legalizada. Foi um acto tão ridículo que até foi censurada a entrada das Fanzines Azulão no estádio por estas mencionarem o nome do grupo.
Com isto tudo, pretendemos exemplificar que praticamente todos os estádios em Portugal possuem a sua própria regulamentação e o estranho disto tudo é que a lei não menciona em qualquer situação a proibição da entrada de material com o nome de grupos organizados, fazendo esta lei apenas referencia à proibição de tarjas racistas, xenófobas ou que incitem a violência.
Pode parecer estranho e é esta a questão que lutamos todos os fins de semana pois esta lei é imposta de diferentes maneiras e em diferentes estádios. Por exemplo, é possível qualquer grupo usar uma faixa no estádio do Belenenses no entanto no estádio do Benfica todos os grupos ilegais estão proibidos de usar material. Neste sentido, não percebemos porque é que na mesma cidade existem leis completamente diferentes. Trata-se realmente uma situação caótica.
Ligação:
BlickFang Ultra Magazine


