REPORTAGEM: BELENENSES 1 - 2 ACADÉMICA DE COIMBRA

Os dois emblemas históricos apresentaram-se em campo com sistemas em quase tudo idênticos, com uma linha defensiva de quatro elementos, dois médios atrás de um número dez que, ladeado por dois extremos, dava apoio directo a um ponta-de-lança. Entraram melhor os estudantes que conseguiam maior profundidade com Filipe Teixeira a aproveitar bens os espaços na zona central para transportar a bola até à entrada da área para depois a soltar para as alas. O ataque do Restelo, com Silas ao leme, ia respondendo, mas encontrava a fronteira mais cedo, optando por uma série de remates de longe para tentar quebrar a muralha dos de Coimbra.



O Belenenses demorou, mas acabou por acertar com as marcações defensivas, cortando terreno ao ataque dos estudantes que, a partir da meia-hora, foi caindo sucessivamente em fora-de-jogo. Foi nessa altura que o irreverente Mano, destacado diante de Pedro Roma, desperdiçou a melhor oportunidade do Belenenses.



Na segunda parte em mais uma correria de Dame pelo flanco direito, a Académica chegou ao primeiro golo. O senegalês cruzou para a área, Nestor Alvarez rodopiou sobre Rolando e, à meia-volta, bateu Costinha. A vantagem dos estudantes não durou mais de dois minutos. Num livre marcado por Mancuso da esquerda, Nivaldo surgiu junto ao segundo poste para cabecear para as redes de Pedro Roma. Tudo na mesma.



Um deslize comprometedor de Costinha já no lavar dos cestos fez a diferença num encontro bem disputado entre duas equipas aguerridas e vocacionadas para o ataque não fôra essa falha e o empate aceitar-se-ia dadas as diversas oportunidades criadas perto das duas balizas. O Belenenses perdeu assim uma excelente oportunidade para se colar ao comboio da Europa.




Jorge Jesus comentou: “Tinha dito que ia ser um dos jogos mais difíceis em casa na segunda volta e confirmou-se. Hoje não tínhamos muitas condições. Quando projectei este jogo não sabia o que ia acontecer à equipa nestes últimos dois dias. Tivemos uma virose que nos deixou cinco jogadores em casa com gripe. Dos onze que entraram em campo, apenas quatro não tinham febre: Mancuso, Nivaldo, Silas e Costinha. O próprio Ruben chegou aos 39 e já não deu para entrar. Não sei dar uma explicação técnico-táctica, mas sei que a equipa não teve capacidade física e técnica para jogar aquilo que sabe. Também fomos penalizados por uma situação que não foi normal, mas até aí o Costinha teve muito bem. Hoje tudo nos correu mal. Tínhamos a esperança de somarmos três pontos e nos podermos projectar para outro campeonato, mas agora a minha prioridade é saber quantos jogadores é que vou ter disponíveis no sábado. Para mim, a história deste jogo é uma história de jogadores que deram o que podiam e o que não podiam. Quero dar os parabéns aos meus jogadores que, alguns com 38 de febre, não se recusaram a jogar”.



Não há muito mais para dizer sobre um jogo realizado à segunda feira à noite. A ditadura televisiva e o temporal que se abateu sobre Lisboa fez com que as bancadas do Estádio do Restelo estivessem totalmente despidas.

Infelizmente a televisão já nos habituou a este tipo de aberração futebolistica em que a tradição já não ser o que era e o futebol mundial transformou-se nada mais nada menos num negocio que move milhões.
Este tipo de problemática não acaba por aqui, além de todos nós assistimos todos os dias a noticias de clubes que foram comprados por multimilionários, a clubes que mudaram de nome e identidade e foram absorvidos por empresas multinacionais, compras galacticas etc... a principal questão que se coloca aqui prende-se com o facto de um clássico entre dois históricos nacionais ter sido escandalosamente vulgarizado para uma segunda feira à noite.



A Fúria Azul saiu prejudicada com esta situação, apesar do bom desempenho a nivel vocal, especialmente durante a segunda parte, o grupo apresentou um numero reduzido tendo em conta o numero médio de elementos desta época. Talvez o pior numero em casa da presente temporada.



No final houve ainda oportunidade para uma breve conversa entre alguns elementos da Mancha e da Fúria mas que mais uma vez, e devido às circunstancias, não houve oportunidade para um convivio de maior amplitude.
De salientar que a Mancha levou ao Restelo algumas tarjas contra o futebol moderno e em contestação aos jogos a dia de trabalho.

A próxima deslocação é já este sábado à Figueira da Foz e a esta não podes faltar, reserva já o teu lugar no Bus azul. São 10 euros com bilhete !


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