REPORTAGEM: BELENENSES 0 - 1 SPORTING: NADA TEMOS QUE TEMER !
Publicado terça-feira, janeiro 17, 2006 ás 11:41.Sábado à noite com as bancadas do Estádio do Restelo razoavelmente bem compostas, o Belenenses disputou a 18ª jornada da Liga Profissional de Futebol frente ao Sporting.
O dia começou cedo para os ultras de Belém, era tempo de finalizar a coreografia que já estava a ser preparada há uns dias para o derby de Lisboa.

Pouco antes do inicio da partida, já se faziam sentir algumas movimentações na bancada central no sentido de organizar a coreografia. A Fúria Azul retomou o seu lugar do passado devido à bancada norte ter sido ocupada pela presença adversária.

Entre 100 e 120 elementos posicionados no sector central dos sócios azuis, a Fúria Azul abriu dois plásticos gigantes segurados apenas por tubos onde se podia ler, “Força Belém”. Logo abaixo a Cruz de Cristo em grande destaque, com o javali representando o logotipo do grupo a meio da cruz desenhada em plástico e mais abaixo, junto à vedação a mítica frase que todos nós temos presente “Nada temos que temer”. Apesar desta coreografia da FA não ter sido uma novidade que criasse aquele impacto inicial, a Fúria Azul conseguiu criar um bonito cenário fruto do esforço e dedicação dos seus elementos conseguindo estar em bom nível vocal durante a partida.
Com mais uma bela coreografia ao estilo da Fúria Azul que foi finalizada com a abertura de dois potes de fumo por baixo do plástico da cruz de cristo que fizeram lembrar o ambiente dos velhos e verdadeiros derbys lisboetas realizados no Restelo.


Do lado leonino fizeram-se sentir alguns distúrbios ainda durante a primeira parte onde se relata cenas de violência no Topo Norte do Restelo, onde estavam instaladas as claques leoninas, com a Juveleo e o Directivo Ultras XXI em natural destaque. a intervenção policial agiu prontamente sobre os ultras sem razão aparente.

Da curva sportinguista presente no sábado no Estádio do Restelo, destacamos apenas a frase inicial apresentada pela Brigada Ultras Sporting.
Este grupo que continua a não dar tréguas aos principais flagelos que ameaçam o adepto de futebol, têm tomado ultimamente uma posição de luta, sobretudo porque voltaram a erguer a sua voz contra o conformismo do futebol moderno. Uma intervenção muito positiva na qual nos identificamos.

"Leis repressivas, preços elevados, horários impróprios; Não te conformes! Protesta! Sempre!"
Como nota final, realçamos aqui a atitude positiva dos responsáveis do Belenenses que disponibilizaram ingressos a preços acessíveis para este encontro tanto para o adepto associado e/ou adversário (10€/15€) o que possibilitou ter um estádio bem composto com um grande ambiente característico de um derby e sobretudo ter a possibilidade de ver como antigamente, famílias inteiras a deslocarem-se ao complexo do Restelo. Algo muito à semelhança da primeira volta do campeonato, depois de em Alvalade o adepto azul ter dispensado 25€ e 30€ para seguir o seu símbolo.

Quanto à partida, o Belenenses desiludiu na primeira parte, encontrando-se demasiado preso de movimentos e com muitas dificuldades para criar perigo junto da baliza de Ricardo. Meyong não esteve, Paulo Sérgio fez uma exibição muito apagada, à imagem de Ahamada que também já passou por melhores momentos
Na segunda parte, o Belenenses surgiu transfigurado e obrigou o Sporting a defender o resultado.

Apesar de tudo, o Belenenses estava cada vez mais perigoso e a estrutura leonina começou a tremer. Rolando, aos 52', teve uma oportunidade flagrante, mas hesitou e deu tempo para que Polga cortasse o lance no momento chave. Ricardo fez um jogo positivo, mas demonstrou alguma desconcentração em dois lances próximos, no entanto evitou males maiores. Sá Pinto esteve mal e, aos 67 minutos, cometeu grande penalidade sobre o recém-entrado Romeu. João Ferreira esteve bem e assinalou prontamente a grande penalidade.
Chamado a converter, Ruben Amorim rematou por cima da barra de Ricardo.
Contudo, o Belenenses não conseguiu marcar e, já em tempo de descontos, Sá Pinto sofreu uma grande penalidade. O próprio Sá Pinto denunciou em demasia o remate e permitiu a defesa de Marco Aurélio.

Um resultado injusto pelo que o Belenenses fez na segunda parte, encostando o Sporting á sua área e talvez tudo seria diferente caso Ruben Amorim tivesse assinalado o Penalty.
O Belenenses poderia ter alcançado um melhor resultado no entanto apenas nos podemos queixar de nós próprios.
José Couceiro lamentou o golo «consentido» ao Sporting, que acabou por se traduzir na derrota num jogo em que, para o treinador do Belenenses, o empate teria sido o resultado mais justo.
«O Sporting marcou um golo consentido por nós e nas oportunidades que tivemos, que não foram muitas, não conseguimos igualar a partida, o que poderia ter alterado o jogo», analisou José Couceiro, satisfeito com a evolução demonstrada pela sua equipa.
«Parece-me que não vimos o Belenenses da semana passada [derrota com o Gil Vicente, por 2-0, no Restelo], vimos um Belenenses muito mais agressivo, que melhorou durante a semana. A postura como equipa foi muito superior», destacou, lamentando, ainda assim, que isso não se tenha traduzido no marcador:
«É evidente que é mau ter perdido, até porque não é nas derrotas que se ganha uma equipa; são as vitórias que dão confiança. O resultado penaliza-nos muito, o empate seria mais justo».

Na próxima jornada o Belenenses desloca-se a Leiria. Brevemente o blog Armada Azul anunciará todas as informações necessárias para a transferta à cidade do Liz.
NÃO TE DEIXAMOS, PORQUE TE AMAMOS, SOMOS OS ULTRAS DO CFB
O dia começou cedo para os ultras de Belém, era tempo de finalizar a coreografia que já estava a ser preparada há uns dias para o derby de Lisboa.

Pouco antes do inicio da partida, já se faziam sentir algumas movimentações na bancada central no sentido de organizar a coreografia. A Fúria Azul retomou o seu lugar do passado devido à bancada norte ter sido ocupada pela presença adversária.

Entre 100 e 120 elementos posicionados no sector central dos sócios azuis, a Fúria Azul abriu dois plásticos gigantes segurados apenas por tubos onde se podia ler, “Força Belém”. Logo abaixo a Cruz de Cristo em grande destaque, com o javali representando o logotipo do grupo a meio da cruz desenhada em plástico e mais abaixo, junto à vedação a mítica frase que todos nós temos presente “Nada temos que temer”. Apesar desta coreografia da FA não ter sido uma novidade que criasse aquele impacto inicial, a Fúria Azul conseguiu criar um bonito cenário fruto do esforço e dedicação dos seus elementos conseguindo estar em bom nível vocal durante a partida.
Com mais uma bela coreografia ao estilo da Fúria Azul que foi finalizada com a abertura de dois potes de fumo por baixo do plástico da cruz de cristo que fizeram lembrar o ambiente dos velhos e verdadeiros derbys lisboetas realizados no Restelo.


Do lado leonino fizeram-se sentir alguns distúrbios ainda durante a primeira parte onde se relata cenas de violência no Topo Norte do Restelo, onde estavam instaladas as claques leoninas, com a Juveleo e o Directivo Ultras XXI em natural destaque. a intervenção policial agiu prontamente sobre os ultras sem razão aparente.

Da curva sportinguista presente no sábado no Estádio do Restelo, destacamos apenas a frase inicial apresentada pela Brigada Ultras Sporting.
Este grupo que continua a não dar tréguas aos principais flagelos que ameaçam o adepto de futebol, têm tomado ultimamente uma posição de luta, sobretudo porque voltaram a erguer a sua voz contra o conformismo do futebol moderno. Uma intervenção muito positiva na qual nos identificamos.

"Leis repressivas, preços elevados, horários impróprios; Não te conformes! Protesta! Sempre!"
Como nota final, realçamos aqui a atitude positiva dos responsáveis do Belenenses que disponibilizaram ingressos a preços acessíveis para este encontro tanto para o adepto associado e/ou adversário (10€/15€) o que possibilitou ter um estádio bem composto com um grande ambiente característico de um derby e sobretudo ter a possibilidade de ver como antigamente, famílias inteiras a deslocarem-se ao complexo do Restelo. Algo muito à semelhança da primeira volta do campeonato, depois de em Alvalade o adepto azul ter dispensado 25€ e 30€ para seguir o seu símbolo.

Quanto à partida, o Belenenses desiludiu na primeira parte, encontrando-se demasiado preso de movimentos e com muitas dificuldades para criar perigo junto da baliza de Ricardo. Meyong não esteve, Paulo Sérgio fez uma exibição muito apagada, à imagem de Ahamada que também já passou por melhores momentos
Na segunda parte, o Belenenses surgiu transfigurado e obrigou o Sporting a defender o resultado.

Apesar de tudo, o Belenenses estava cada vez mais perigoso e a estrutura leonina começou a tremer. Rolando, aos 52', teve uma oportunidade flagrante, mas hesitou e deu tempo para que Polga cortasse o lance no momento chave. Ricardo fez um jogo positivo, mas demonstrou alguma desconcentração em dois lances próximos, no entanto evitou males maiores. Sá Pinto esteve mal e, aos 67 minutos, cometeu grande penalidade sobre o recém-entrado Romeu. João Ferreira esteve bem e assinalou prontamente a grande penalidade.
Chamado a converter, Ruben Amorim rematou por cima da barra de Ricardo.
Contudo, o Belenenses não conseguiu marcar e, já em tempo de descontos, Sá Pinto sofreu uma grande penalidade. O próprio Sá Pinto denunciou em demasia o remate e permitiu a defesa de Marco Aurélio.

Um resultado injusto pelo que o Belenenses fez na segunda parte, encostando o Sporting á sua área e talvez tudo seria diferente caso Ruben Amorim tivesse assinalado o Penalty.
O Belenenses poderia ter alcançado um melhor resultado no entanto apenas nos podemos queixar de nós próprios.
José Couceiro lamentou o golo «consentido» ao Sporting, que acabou por se traduzir na derrota num jogo em que, para o treinador do Belenenses, o empate teria sido o resultado mais justo.
«O Sporting marcou um golo consentido por nós e nas oportunidades que tivemos, que não foram muitas, não conseguimos igualar a partida, o que poderia ter alterado o jogo», analisou José Couceiro, satisfeito com a evolução demonstrada pela sua equipa.
«Parece-me que não vimos o Belenenses da semana passada [derrota com o Gil Vicente, por 2-0, no Restelo], vimos um Belenenses muito mais agressivo, que melhorou durante a semana. A postura como equipa foi muito superior», destacou, lamentando, ainda assim, que isso não se tenha traduzido no marcador:
«É evidente que é mau ter perdido, até porque não é nas derrotas que se ganha uma equipa; são as vitórias que dão confiança. O resultado penaliza-nos muito, o empate seria mais justo».

Na próxima jornada o Belenenses desloca-se a Leiria. Brevemente o blog Armada Azul anunciará todas as informações necessárias para a transferta à cidade do Liz.
NÃO TE DEIXAMOS, PORQUE TE AMAMOS, SOMOS OS ULTRAS DO CFB


