REPORTAGEM: BELENENSES 0 – 0 SPORTING
Publicado segunda-feira, janeiro 15, 2007 ás 13:01.Com grandes espectativas para o primeiro derby do ano, o pessoal da Fúria Azul começou cedo os preparativos para o encontro de sábado à noite.
Foram praticamente dois dias de trabalho que antecederam ao jogo que permitiram que a Fúria brilhasse em mais uma coreografia de belo efeito que causou o seu impacto na entrada das equipas em campo.
Foram praticamente dois dias de trabalho que antecederam ao jogo que permitiram que a Fúria brilhasse em mais uma coreografia de belo efeito que causou o seu impacto na entrada das equipas em campo.

Apesar de alguns contratempos pelo meio, a madrugada de sexta feira bem como o inicio da tarde de sábado foram de muito trabalho para que o “tifo” corresse da melhor maneira na hora do derby.
A coreografia consistiu na abertura de um enorme plástico com cerca de 16 metros que serviu de base para um simbolo da fúria. O plástico subiu da pala do estádio apoiada em cordas que permitiram que o ficasse imovel durante alguns minutos. Na bancada, foram distribuidas bandeiras brancas para complementar o efeito.

Durante o encontro, o apoio da claque do Restelo foi muitas vezes audivel especialmente durante a segunda parte tendo em conta o que se passava dentro de campo.
No que diz repeito ao derby, o Belenenses deu o pontapé de saída e propôs desde logo um ritmo elevado que o Sporting aceitou de imediato. Os primeiros minutos ficaram marcados por uma intensa luta pela posse de bola numa curta faixa do terreno, com as duas linhas defensivas bem adiantadas a concentrar as duas equipas na zona central. Jorge Jesus apostou numa frente de ataque alargada, com Roma sobre a direita, Eliseu na esquerda, Silas ao meio, ainda com Zé Pedro nas suas costas.
Apesar do confronto se desenrolar longe das balizas, foi “Mãocuso” que atirou a bola para o fundo da baliza e que fez com que a bancada soltasse o primeiro grito mas foi um lance tão evidente que o auxiliar esteve bem e anulou o golo.

Nenhuma das equipas conseguiu criar superioridade e as oportunidades de golo rareavam. No lado dos "azuis", destaques para a defesa bem organizada, especialmente Nivaldo e Rodrigo Alvim.
Os leões ainda conseguiram algum ascendente, mas nunca conseguiram escapar à bem afinada linha defensiva dos azuis, caindo por dez vezes na armadilha do fora-de-jogo. Liedson escapou apenas por uma vez, no limite, pela direita, conseguindo alguns metros de espaço para cruzar com perigo. João Moutinho, vindo de trás, desviou à queima, mas uma oportuna saída de Costinha de entre os postes anulou a melhor oportunidade dos leões na primeira parte.

Na segunda parte, a primeira oportunidade, aos 52 minutos, foi para os da casa, com Rubem Amorim, sobre a direita, a atrair sobre si a defesa do Sporting para depois picar a bola para Silas, destacado na zona central. O número dez, com espaço e tempo, esperou pela saída de Tiago e atirou a contar. Só não contou com Polga que, sobre a linha fatal, roubou o golo que Silas queria festejar.


O Sporting viu Carlos Martins ter sido expulso ao originar a duas entradas perigosas em um minuto e a jogar com mais um elemento, o Belenenses dominou o meio campo mas sem originar grandes efeitos ofensivos.
Nos minutos finais, o jogo voltou a abrir, coube a Dady ter uma oportunidade na área, Custódio e Candido Costa responderam com um remate por cima da trave.

Jorge Jesus lamentou a falta de “mais soluções” no banco do Belenenses aquando da expulsão de Carlos Martins. “Só tinha o Dady e mais ninguém, senão poderíamos ter ganho”, disse o técnico azul. “Os primeiros 45 minutos foram equilibrados e sem oportunidades. No segundo tempo fomos mais equipa, a que demonstrou melhor qualidade e tivemos uma oportunidade de golo flagrante, numa jogada boa demais... A haver um vencedor só poderíamos ser nós”, sintetizou Jorge Jesus.
Um empate que soube entanto conquistou um ponto que sem ser mau, poderia ter sido melhor face às circunstâncias do jogo.

O próximo domingo é dia de Taça, o Belenenses desloca-se a Gondomar para disputar a V eliminatória. Não faltes !


