REPORTAGEM: MARITIMO 1 – 4 BELENENSES

Grande jogo, boa deslocação e um excelente espirito de grupo foram os momentos vividos pelos quatro elementos da Fúria Azul que se dirigiram ao Funchal para acompanhar aquele que faz que com que nem o oceano os separe.
Sexta-feira à noite foi o dia escolhido para a realização do jogo no Estádio dos Barreiros, uma partida já há muito preparada pelos elementos que se deslocaram à bela ilha da Madeira. Já na bancada, juntaram-se à Fúria Azul mais dois adeptos do Belenenses, um deles residente no Funchal e outro da Velha Fúria que aproveitou a sua ida à Madeira em trabalho para ir apoiar o Belém.



A partida foi nada mais nada menos que uma lição de futebol azul. Na Pérola do Atlântico foram os jogadores do Belenenses aqueles que mais reluziram, ao imporem uma pesadíssima derrota ao Marítimo por 4-1. Os Azuis efectuaram uma exibição que roçou a perfeição e somaram a terceira vitória consecutiva na Liga depois de terem vencido fora o Beira-Mar e na semana anterior o Braga. Silas, Zé Pedro e Eliseu foram os principais artistas da conquista belenense.



Com a entrada das equipas os furiosos abriram uma tarja com a qual se lia "Nem Um Oceano Nos Separa, Dediquem-nos A Vitória", antevendo uma espectacular exibição azul e um grande esforço dos atletas. A ultima parte da tarja foi colocada na rede permitindo assim que o teor da mensagem fosse devidamente transmitida para o campo.
Foi notória a enorme vontade da equipa azul, dirigiam-se à rede em cada golo pois o apoio dos presentes foi constante e audível em várias partes.



Embalados por dois recentes triunfos no campeonato, o Belenenses desce cedo mostrou muita tranquilidade na gestão de jogo. Com Silas endiabrado na esquerda e Zé Pedro especialmente inspirado, os lisboetas inauguraram o marcador bem cedo, numa iniciativa genial do primeiro destes atletas. O marcador apontava para os nove minutos, quando Silas, na esquerda, trocou os olhos a Alex e disparou para a baliza do impotente Marcos.



Quem esperava uma reacção dos insulares, foi brindado com mais uma surpresa aos 38 minutos. Depois de uma defesa incompleta de Marcos, Zé Pedro rematou à entrada da área e fez o 0-2.

O Belenenses, que já não vencia nos Barreiros desde a temporada 2001/02, sentiu no início da segunda parte a compreensível pressão madeirense, mas a entrada de Eliseu sentenciaria tudo. Depois de um golo mal anulado a Kanu, do Marítimo, que poderia ter deixado as coisas num plano diferente, os azuis fizeram o 3-0, na primeira vez em que Eliseu tocou na bola. Aos 59 minutos, o ex-jogador do Varzim deixou Filipe Oliveira para trás e diante de Marcos teve o sangue-frio que se lhe exigia.



Cinco minutos mais tarde, mais um choque a abalar toda a estrutura dos homens da casa. Falta de Gregory sobre o mesmo Eliseu, já na área funchalense, e grande penalidade. Zé Pedro aproveitou para bisar e deixar o marcador com contornos de escândalo. O uruguaio Lipatin ainda reduziu num belo chapéu a Costinha (69 minutos) mas já nada havia a fazer. Tudo estava resolvido.



No final do jogo os jogadores do Belenenses dirigiram-se novamente à rede para agradecer o apoio, e alguns jogadores ofereceram as camisolas aos ultras. De salientar também que na conferência de imprensa, o treinador Jorge Jesus agradeceu o apoio dos presentes que ajudaram a prestigiar o nome do grupo e especialmente do Belenenses.



A alegria azul estava na cara dos presentes, a descida à cidade Funchal desde os Barreiros foi feita a pé e em ambiênte de festa.
Mas a deslocação à Madeira não acabou por aqui, muita diversão e muita coral juntamente com a bela da poncha madeirense animaram a estadia dos furiosos durante alguns dias. Destaque ainda para a ida ao Curral das Freiras, Monte, Caniço e Caniçal e para o convivio com pessoal amigo e já conhecido da Madeira incluindo o nosso grande amigo Ultra Alvi Negro que fez questão de nos acompanhar durante a nossa estadia. Um grande e especial agradecimento ao presidente do Esquadrão Maritimista que fez com que a viagem corresse na perfeição. Cá os esperaremos no continente para que possamos cobrar a nossa “dívida”.



Muitos outros bons momentos foram passados naquela ilha que infelizmente apenas serão recordados pelos presentes.

Já sem oceano pelo meio, a próxima paragem foi na Luz. Brevemente toda a reportagem!


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