REPORTAGEM: BELENENSES 0 - 0 ACADÉMICA

Jogo a um domingo à tarde, propício e convidativo para assistir a uma boa partida de futebol a um dia de muito sol e calor. O pessoal ia chegando mais cedo ao Estádio do Restelo e reuniram-se para uma caracolada juntamente com umas cervejolas que seria apenas um apetitivo para a partida que iniciava ás 18:30.




Perto das 18:00 já se verificavam as bancadas do Estádio do Restelo a comporem-se pouco a pouco. A iniciativa organizada pela direcção que consistia na oferta de convites correu da melhor maneira e cerca de 15 mil pessoas dirigiram-se a Belém para assistir ao encontro numa altura em que todas as partidas da 32ª jornada da liga se disputavam à mesma hora. Nota positiva para uma iniciativa bem conseguida, que permitiu compor o recinto desportivo e ao mesmo tempo atrair o adepto de futebol.



Azuis e estudantes realizaram uma partida calculista, sem oportunidades de golo, adiando a decisão sobre o futuro para a última jornada

O Belenenses e a Académica empataram a zero no Restelo e não conseguiram dar mais do que um pequeno passo rumo à permanência, prolongando assim o calvário até à última jornada, na qual só a conjugação de resultados favoráveis pode permitir a ambos alcançar os objectivos.




O receio foi a palavra de ordem desde o início do encontro. José Couceiro optou por uma estratégia com quatro defesas, à frente da qual colocou Sandro Gaúcho para as compensações. Um pouco mais à frente Rúben Amorim e José Pedro tinham a missão de alimentar um ataque constituído por Silas, na esquerda, Paulo Sérgio na direita e Meyong sobre o centro. Um esquema ousado que não surtiu os efeitos desejados, até porque a Académica respondeu com a aposta em dois trincos – Brum e Andrade – que tinham mais a missão de destruir.
No relvado, durante 90 minutos, assistiu-se a um jogo com alguns momentos de interesse, principalmente na primeira parte quando as duas equipas jogaram de forma aberta e buscaram o golo.



À medida que os minutos passavam o Belenenses tomava conta do encontro, dominava e era a equipa mais atrevida. Na segunda parte a Académica deu total liberdade aos pupilos de José Couceiro e numa clara estratégia de Nelo Vingada a Briosa passou a defender muito atrás. Se é verdade que não criou perigo a Marco Aurélio, não é menos verdade que conseguiu manter inviolável a baliza de Pedro Roma.
A entrega dos «azuis» de nada serviu. Com Meyong bem anulado por Ezequias, eram Zé Pedro e Silas que mais desequilibravam, mas a defesa academista conseguiu travar a pressão da equipa do Restelo.




Com este empate o Belenenses permanece em 12º lugar com 39 pontos e irá a Barcelos com uma única preocupação: não perder, já que o empate serve para a manutenção.

Quanto ao apoio, a Fúria Azul apresentou na bancada cerca de 130 elementos que estiveram muito activos especialmente na primeira parte em que abriram umas bandeirinhas azuis com a cruz de cristo ao centro em plástico dando um bonito colorido juntamente com as suas bandeiras e estandartes. A segunda parte foi menos ruidosa a nível vocal, no entanto ainda houve momentos em que a Fúria Azul conseguiu puxar pelas cerca de 15 mil pessoas que se encontravam nas bancadas do Estádio do Restelo.




No final do encontro, houve ainda oportunidade para trocar alguns cachecois e beber umas cervejolas com pessoal da Mancha Negra que compareceu em bom número e que esteve em evidência no Restelo durante os 90 minutos.


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