REPORTAGEM: BELENENSES 2 - 3 NAVAL 1º MAIO
Publicado terça-feira, fevereiro 28, 2006 ás 00:06.Um Belenenses apático, sem ideias que desperdiçou uma boa oportunidade para dar seguimento ao triunfo de há uma semana na Amadora e garantir, desde já, uma posição mais confortável na tabela classificativa.

Um jogo que contou ainda com um caso que, inicialmente, chegou a parecer dramático, mas que, afinal, não passou de um grande susto, quando Djurdjevic levou as mãos ao peito e caiu no relvado. O frenesim da equipa médica do Belenenses levou toda a gente a pensar no pior, mas afinal o sérvio sofreu «apenas» um doloroso traumatismos toráxico.

A equipa da Figueira da Foz que está no penúltimo lugar e apresentou-se em Belém montanda num 4x3x3 muito simples, mostrou que guarda ainda aspirações quanto à manutenção. A atitude dos figueirenses foi posta a nu nos primeiros lances de ataque, com Saulo e Lito bem abertos nos flancos no apoio a Bruno Fogaça e um meio-campo trabalhador na conquista da bola para manter alimentado o tridente da frente.

Do lado contrário, José Couceiro viu-se obrigado a muitas alterações na equipa. A começar na defesa, com Gaspar a render o castigado Pele, mas sobretudo no ataque onde as baixas de última hora de Silas e Ahamada obrigaram o treinador a apostar na dupla Meyong/Romeu. Sem Silas em campo, os azuis do Restelo ficaram sem ninguém para pensar e comandar o jogo. A bola rodava de jogador para jogador, sem qualquer objectividade e raramente chegou em condições aos dois homens da frente.

A sorte procura-se a Naval foi a que mais fez por isso, acabando por ser recompensada com um golo fortuito de Tiago Fraga que, quando procurava cruzar uma bola da direita, viu o calcanhar de Gaspar desviá-la para as redes de Pedro Alves. O Belenenses não acusou o toque e continuou a arrastar-se, sem conseguir imprimir maior velocidade à partida. Se alguém tinha dúvidas que a equipa do Restelo estava a dormir, o segundo golo da Naval é bem elucidativo. Na marcação de uma falta no lado direito do meio-campo, Fajardo lançou Lito pelo flanco e este correu até à linha de fundo sem encontrar oposição e cruzou para Saulo encostar no coração da pequena área.


Mais uma vez a reacção dos azuis foi muito ligeira e até ao intervalo, os azuis não conseguiram criar uma única situação que levasse os adeptos a acreditar que a reviravolta era possível. José Couceiro também não arriscou muito e trocou apenas Paulo Sérgio, que saiu quase sem ter tocado na bola, para apostar em Zé Pedro. A abrir o segundo tempo, aconteceu o caso de Djurdjevic e o treinador lançou então Dady para reforçar a apática frente de ataque. A equipa do Restelo continuou a jogar devagar, devagarinho, mas, tal como a Naval, também contou com um brinde da defesa contrária, quando um cruzamento que parecia inofensivo de Rui Jorge foi desviado por Nelson Veiga para as próprias redes.

Podia ser um golo que espevitasse os azuis, mas não, foi a Naval que voltou a ganhar novo ânimo e, três minutos volvidos, estava recuperada a vantagem de dois golos, em mais uma jogada simples, com Fajardo, na marcação de um livre da esquerda, a levantar a bola para o segundo poste para a cabeçada de Lito. O jogo, que já estava moribundo, morreu aqui, apesar do Belenenses ter ainda disfarçado a humilhação com um golo de penalty, no último minuto, a castigar uma mão na bola de Fernando.

Quanto aos três grupos de apoio que estiveram presentes no Restelo, a Fúria Azul apresentou um numero fraquissimo tendo em conta a hora da partida, os cerca de 45/50 elementos não mostraram grande motivação cantando com espaços ao longo dos 90 minutos.
O grupo ultra Squadra Verdi situou-se na bancada topo norte e apresentou um numero reduzido de elementos no entanto esteve bastante movimentada sobretudo após os golos figueirenses. Ao seu lado direito, a claque fanfarra do Colectivo Maravilha, maravilhou-nos com os seus tradicionais e caracteristicos cantigos.


A próxima jornada está agendada para a próxima Segunda-Feira contra o Rio Ave. Caso tenhas oportunidade vem apoiar o Belenenses a Vila do Conde. Não Faltes!!

Um jogo que contou ainda com um caso que, inicialmente, chegou a parecer dramático, mas que, afinal, não passou de um grande susto, quando Djurdjevic levou as mãos ao peito e caiu no relvado. O frenesim da equipa médica do Belenenses levou toda a gente a pensar no pior, mas afinal o sérvio sofreu «apenas» um doloroso traumatismos toráxico.

A equipa da Figueira da Foz que está no penúltimo lugar e apresentou-se em Belém montanda num 4x3x3 muito simples, mostrou que guarda ainda aspirações quanto à manutenção. A atitude dos figueirenses foi posta a nu nos primeiros lances de ataque, com Saulo e Lito bem abertos nos flancos no apoio a Bruno Fogaça e um meio-campo trabalhador na conquista da bola para manter alimentado o tridente da frente.

Do lado contrário, José Couceiro viu-se obrigado a muitas alterações na equipa. A começar na defesa, com Gaspar a render o castigado Pele, mas sobretudo no ataque onde as baixas de última hora de Silas e Ahamada obrigaram o treinador a apostar na dupla Meyong/Romeu. Sem Silas em campo, os azuis do Restelo ficaram sem ninguém para pensar e comandar o jogo. A bola rodava de jogador para jogador, sem qualquer objectividade e raramente chegou em condições aos dois homens da frente.

A sorte procura-se a Naval foi a que mais fez por isso, acabando por ser recompensada com um golo fortuito de Tiago Fraga que, quando procurava cruzar uma bola da direita, viu o calcanhar de Gaspar desviá-la para as redes de Pedro Alves. O Belenenses não acusou o toque e continuou a arrastar-se, sem conseguir imprimir maior velocidade à partida. Se alguém tinha dúvidas que a equipa do Restelo estava a dormir, o segundo golo da Naval é bem elucidativo. Na marcação de uma falta no lado direito do meio-campo, Fajardo lançou Lito pelo flanco e este correu até à linha de fundo sem encontrar oposição e cruzou para Saulo encostar no coração da pequena área.


Mais uma vez a reacção dos azuis foi muito ligeira e até ao intervalo, os azuis não conseguiram criar uma única situação que levasse os adeptos a acreditar que a reviravolta era possível. José Couceiro também não arriscou muito e trocou apenas Paulo Sérgio, que saiu quase sem ter tocado na bola, para apostar em Zé Pedro. A abrir o segundo tempo, aconteceu o caso de Djurdjevic e o treinador lançou então Dady para reforçar a apática frente de ataque. A equipa do Restelo continuou a jogar devagar, devagarinho, mas, tal como a Naval, também contou com um brinde da defesa contrária, quando um cruzamento que parecia inofensivo de Rui Jorge foi desviado por Nelson Veiga para as próprias redes.

Podia ser um golo que espevitasse os azuis, mas não, foi a Naval que voltou a ganhar novo ânimo e, três minutos volvidos, estava recuperada a vantagem de dois golos, em mais uma jogada simples, com Fajardo, na marcação de um livre da esquerda, a levantar a bola para o segundo poste para a cabeçada de Lito. O jogo, que já estava moribundo, morreu aqui, apesar do Belenenses ter ainda disfarçado a humilhação com um golo de penalty, no último minuto, a castigar uma mão na bola de Fernando.

Quanto aos três grupos de apoio que estiveram presentes no Restelo, a Fúria Azul apresentou um numero fraquissimo tendo em conta a hora da partida, os cerca de 45/50 elementos não mostraram grande motivação cantando com espaços ao longo dos 90 minutos.
O grupo ultra Squadra Verdi situou-se na bancada topo norte e apresentou um numero reduzido de elementos no entanto esteve bastante movimentada sobretudo após os golos figueirenses. Ao seu lado direito, a claque fanfarra do Colectivo Maravilha, maravilhou-nos com os seus tradicionais e caracteristicos cantigos.


A próxima jornada está agendada para a próxima Segunda-Feira contra o Rio Ave. Caso tenhas oportunidade vem apoiar o Belenenses a Vila do Conde. Não Faltes!!


