REPORTAGEM: BELENENSES 0 – 2 PORTO

Adivinhava-se uma boa assistência este Sábado no Estádio do Restelo, tendo em conta as modalidades disputadas no complexo desportivo.
Foi uma agenda preenchida com nada mais nada menos do que 4 modalidades em acção no Restelo, o Belenenses Rugby foi demolidor e venceu a Académica de Coimbra por 88 – 0, seguindo-se o Futsal que mostrou em campo o seu grande momento de forma e venceu a equipa do SL Olivais por 1-0 com golo do Ala Hugo Simões. Mais um passo de gigante rumo ao play off.
O Belenenses Basquetebol entrou no Pavilhão Acácio Rosa pelas 18:30 e saiu derrotado pelo Queluz por 96-100 onde houve lugar a bastantes contestações e polémicas. Destaque para Miguel Minhava, que mais uma vez, se mostrou incansável na procura da vitória da sua equipa, mostrando-se sempre inconformado e lutando até ao fim com toda a garra a que nos vem vindo a habituar. Marcou 24 pontos (100% em L2 - 6/6- e LL -3/3-), 3 ressaltos e 5 assistências.



No decorrer das modalidades dentro do pavilhão do Restelo, muitos furiosos trabalhavam exaustivamente na organização da sua coreografia que foi minuciosamente realizada ao longo da semana para ser utilizada na partida entre o Belenenses e o Porto que se iniciou às 21:30.



O tifo consistiu na abertura de um escudo sobre a bancada central juntamente com uma frase suspensa na rede que foi aberta em “estore” aquando a entrada dos jogadores em campo - A TUA ALMA, A TUA VOZ.
No momento da abertura do plástico surgiram na bancada cerca de 650 bandeiras brancas, também feitas em plástico, que deram grande movimento e colorido aos sectores abrangidos pela coreografia.



Nunca é demais frisar que toda a coreografia foi realizada unicamente à mão, tal como é característico do grupo organizado de Belém o que fez com que o trabalho fosse bastante árduo mas que no final foi compensado pelo impacto que causou na bancada central do Estádio do Restelo além de todo o trabalho ser apenas e só realizado por gosto e por paixão a um clube e a um símbolo.




Sendo assim, nunca é demais agradecer e dar os parabéns a todos aqueles que colaboraram na elaboração desta coreografia para que esta fosse possível.
Quanto ao apoio vocal, este foi mediano por parte da Fúria Azul, o numero de elementos rondou os 200 e de facto não houve grande coordenação no sector o que fez com que o som dispersasse pela bancada, talvez pela falta de mais um megafone.

A curva portista, apresentou na bancada cerca de 500 elementos (Super Dragões e Colectivo ) na bancada inferior do topo norte e estiveram em bom nível.



Quanto à partida, o FC Porto protagonizou entrada muito forte e determinada, emprestando grande acutilância e velocidade ao seu futebol, atitude que remeteu o Belenenses para o seu último reduto.

Benni McCarthy poderia ter materializado em golo o ascendente da sua equipa logo nos minutos iniciais. O avançado sul-africano, aos 2 e 7 minutos, esteve muito perto de desfeitear o guarda-redes Pedro Alves, surpresa no conjunto do Restelo.




O Belenenses pouco conseguia fazer para contrariar o domínio do adversário, não logrando, sequer, explorar o ofensivo 3x3x4 do FC Porto para levar o perigo à baliza de Helton.

Do lado do Belenenses, Meyong regressou, Paulo Sérgio jogou apenas os dez minutos finais e Pedro Alves ocupou o lugar de Marco Aurélio na baliza belenense.



A ofensiva dos azuis-e-brancos começou a perder algum fulgor com o correr dos ponteiros do relógio, e seria numa fase mais «morna», e já muito perto do «cair do pano», que o FC Porto acabaria por chegar ao golo. Cruzamento tirado da direita por Quaresma, a solicitar a entrada de Adriano, que livre de marcação ao segundo poste só teve de desviar para o fundo das redes, estreando-se assim a marcar pelo FC Porto em jogos oficiais.



A segunda parte iniciou-se com um lance de perigo para cada lado. Quaresma atirou ao poste num remate surpresa desferido da quina da área, ao que respondeu de pronto o Belenenses com um cabeceamento de Meyong para defesa «apertada» de Helton.

No entanto, não seria preciso esperar muito tempo para ver o FC Porto ampliar a vantagem, num lance tirado a papel químico do que originou o primeiro tento. Cruzamento milimétrico de Quaresma, mais uma vez para um oportuno Adriano aparecer ao segundo poste a «facturar».




Na última meia hora de jogo, o Belenenses tentou reagir e começou a ganhar alguns espaços, fruto de um recuo estratégico do Porto. Contudo, os visitantes mantinham a baliza de Pedro Alves na mira e poderiam ter dilatado a vantagem. Com o Belenenses a pressionar, Paulo Assunção recuou e o Belenenses manteve as dificuldades para criar lances de perigo para a baliza de Helton. Meyong, por duas vezes, e Rui Jorge já no final da partida não conseguiram marcar para os visitados.

José Couceiro comentou:

«A vitória do FC Porto é justa. Entrámos mal e nervosos, o que não se explica. Quando tínhamos o jogo minimamente equilibrado, o Porto marcou num momento crucial e voltou a marcar no início da segunda parte», comentou José Couceiro, resignado com a derrota.

«Não há nada a dizer sobre o resultado. O FC Porto é uma equipa muito forte e nós não tivemos argumentos para contrariar um FC Porto tão forte», reconheceu.



No final da partida, ocorreram alguns incidentes com a policia devido a uma invasão de campo de um adepto que prontamente foi detido pelas forças de segurança. A detenção foi de tal forma violenta que indignou os presentes o que fez com que começassem a chuver cadeiras para a pista.
É muito provável que esta jornada o Belenenses tenha que dispensar mais alguns euros para os cofres da Liga, que irá punir o clube pelo Artigo 149º - Do comportamento incorrecto do público.


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