Para que a malta não fique mal habituada, esta jornada foi disputada novamente a um dia de semana e desta vez a uma emocionante Quarta-Feira que surpreendeu todos aqueles que pretendiam seguir o seu símbolo. Ora, com resultados poucos favoráveis juntado-se ainda a hora e o dia de semana menos apropriado, a Fúria Azul organizou dentro dos possíveis a transferta a Coimbra.

A viagem iniciou-se como previamente tinha sido combinada, a concentração fez-se no Restelo por volta das 15h da tarde e rumaram a Coimbra cerca de 18 ultras.
A viagem foi realizada num Mini Bus que partiu de Belém pouco depois das três da tarde e que até ao destino parou por duas vezes.



A chegada à cidade dos estudantes fez-se por volta das 18:15 onde os amigos da Mancha Negra já esperavam a chegada do bus azul e fizeram questão de acompanhar os elementos da FA até à entrada do sector do Estádio Municipal de Coimbra.

Quanto a apoios, a Fúria Azul que apesar dos seus 18 elementos na bancada não se retraiu perante uma Mancha Negra que encheu parcialmente o seu sector. Esteve sempre activa nas duas partes com os seus estandartes e bandeiras e fez o que lhe competia dentro das suas possibilidades. No entanto a FA teve o seu momento de destaque nos minutos finais do encontro, talvez nos últimos 10 minutos da partida em que todos os adeptos de Coimbra, atentos ao desenrolar da partida, já perdendo por 0-1 ficaram silenciados e permitiram que o grupo de Lisboa se fizesse ouvir intensamente até ao minuto final.

Após o apito final, os jogadores agradeceram a presença junto dos furiosos e o Sousa e Djurdjevic brindaram os presentes com a sua camisola de jogo.
Quanto à claque adversária, encheram praticamente o seu sector apesar do dia e hora pouco favorável. Sempre bastante activos como já é característico deste grupo, estes abriram uma frase durante a primeira parte que mereceu aplausos por parte dos adeptos lisboetas: “QUARTA FEIRA ÀS 19 HORAS, SÓ COM MUITA FÚRIA



No final, A Fúria Azul compareceu junto da sede da Mancha Negra para mais um momento de convívio entre estes dois grupos que possuem desde à muitos anos uma excelente relação.

A viagem para baixo fez-se com o sabor a vitória e sempre envolvida num clima de grande ambiente. Os “poucos mas loucos” ultras ajudados ainda pelas litrosas adquiridas numa estação de serviço, fizeram a sua festa. Infelizmente, apenas quem teve a possibilidade de comparecer nesta transferta é que leva consigo boas recordações deste dia juntamente com grandes momentos de companheirismo entre os presentes.

Além do nosso emblema que nos guia a todo lado, fica-nos sempre na memória grandes momentos e ocasiões presenciados em deslocações junto daqueles que já fazem parte constituinte de uma família.
A todos aqueles que puderam estar presentes em Coimbra bem como a todos aqueles que pelos mais diversos motivos, seja profissionais e/ou pessoais ficaram condenados a esta ditadura, o Blog Armada Azul deseja-vos um Excelente Ano 2006 em tons de Azul.



No que diz respeito á partida dentro das quatro linhas, o Belenenses foi ganhar a Coimbra, naquela que é a segunda vitória fora da equipa lisboeta, primeira com José Couceiro sentado no banco.

O Belenenses vive momentos de mais tranquilidade, com exibições bem conseguidas e pontos, que o colocam a meio da tabela classificativa, com vinte somados a uma jornada do final da primeira volta. Nada mau para uma equipa que atravessou períodos de enorme crise há bem pouco tempo, o que motivou a substituição de Carlos Carvalhal por um bem mais pragmático José Couceiro. Um treinador que não receia prescindir das exibições em detrimento do resultado. E esse é o maior tónico para uma equipa que não poderá, neste momento, aspirar a mais do que não seja a permanência na Liga.



O golo solitário de Meyong é, neste sentido, um importante incentivo para o que resta do campeonato, agora que estamos em período de balanços de mais um ano. Para José Couceiro, um golo fora de casa na primeira jogada do segundo tempo é mais do que suficiente para manter a onda de sucesso, pelo que não se importa nada de prescindir de atacar no resto do encontro, entregando a iniciativa ao adversário e procurando lançar um ou outro contra-ataque venenoso na tentativa de chegar ao segundo golinho.

A Académica nunca desistiu de atacar, de procurar um empate que fosse, mas o brinde, uma autêntica prenda de natal entregue a Meyong, arrasa qualquer perspectiva de sucesso. Um azar que não vem só, pois esta defesa, que até tem nomes tão sonantes como Zé Castro e Hugo Alcântara, continua demasiado macia e algo adormecida em algumas circunstâncias da partida, permitindo o surgimento de golos no mínimo esquisitos. É o caso do único desta partida, com o avançado do Belenenses a surgir totalmente solto à entrada da área, aproveitando o espaço para fazer um lindo chapéu a Pedro Roma.



Após uma primeira parte pouco mais do que sonolenta, que raramente conseguiu aquecer os quase seis mil espectadores presentes no Cidade de Coimbra, a segunda metade da partida trouxe, pelo menos, algum trabalho aos guarda-redes. Antes do intervalo, foi Pedro Roma quem teve mais trabalho, devido à boa exibição de Paulo Sérgio, enquanto Marco Aurélio via Marcel rematar sempre ao lado.
Após o golo de Meyong, Marcel e quase sempre ele, para além de Filipe Teixeira, aqueceram as mãos ao guardião do Restelo, que manteve a sua baliza inviolável. Já com Hugo Alcântara na pele de ponta-de-lança os da casa forçaram no ataque, com constantes cruzamentos para a área, mas aí os gigantes Péle e Rolando foram sempre superiores.



José Couceiro, não escondeu a satisfação pela vitória sobre a Académica, mas mantém os pés no chão, advertindo para as dificuldades que o campeonato ainda vai trazer:

«O Belenenses jogou da mesma forma como tinha feito no último jogo em casa. Os três pontos valem a mesma coisa em qualquer estádio. Pensámos sempre que era possível ganhar o jogo. Não sei se é um resultado justo, mas há fases diferentes do jogo e na primeira parte o Belenenses controlou e podia ter marcado, o que só aconteceu no início do segundo tempo. Depois, a Académica reagiu e empurrou-nos para a defesa, mas podíamos ter marcado novamente. Ainda assim, penso que se houvesse um empate não seria injusto.
Temos de pensar que fizemos 20 pontos e, na minha opinião, nada se alterou, porque vai ser um campeonato muito difícil. O último terço vai ser dramático, porque como descem quatro equipas a qualidade vai baixar. Vamos ter algum equilíbrio e pensar no próximo jogo, com o Gil Vicente, que vamos começar a preparar no dia 29».


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